André Moura é apontado como negociador em esquema de propina no RJ

Postado em - 23 de maio de 2020 - 14:00 - Sem Comentários

Por Daniel Villas-Bôas, da Redação D3 Notícias

Conforme matéria publicada neste final de semana pela revista Veja, o ex-deputado federal eAndré Moura (PSC-SE) é apontado como um dos integrantes principais em um esquema de corrupção que envolve o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC-RJ).

Conforme a denúncia que veio à tona após a Procuradoria-Geral da República (PGR) receber uma proposta de acordo de delação premiada, em março deste ano,o esquema era utilizado para extorquir empresas prestadoras de serviço no estado.

Segundo o empresário carioca Arthur Soares, conhecido como “Rei Arthur”, em menos de um ano, o esquema teria arrecadado cerca de R$ 30 milhões com a cobrança de 20% a 30% a empresários que ganharam a preferência na fila de pagamentos feitos pela gestão de Witzel.

Ainda de acordo com Arthur, sua empresa tinha um montante de R$ 100 milhões a receber do governo, mas que teria sido avisado que dívida seria paga integralmente caso o empresário concordasse em pagar 20% do valor em propina. Como não concordou, o contrato com o governo foi suspenso.

A publicação destaca também, que em um encontro com o empresário, Moura teria reafirmado a proposta de acordo e, segundo Arthur, após aceitar o pagamento da propina, ele teria recebido R$ 8,6 milhões para a empresa Cor e Sabor, que fornecia refeições para o sistema penitenciário.

Em troca, o empresário teria repassado ao ex-deputado o valor R$ 1,7 milhões, parcelados em seis vezes.

Por meio de nota, André nega as acusações.

Confira:

Merece reparos o texto de Veja desta sexta-feira, dia 22, com o título “Na teia do procurador”, sobre investigações em curso na PGR (Procuradoria-Geral da República) de uma delação premiada que supostamente comprometeria autoridades do Governo do Estado do Rio de Janeiro, onde exerço o comando da Secretaria da Casa Civil.

A matéria passa a impressão enganosa de que “denúncias” do empresário Arthur Soares, um notório bandido condenado a 200 anos de cadeia que busca desesperadamente obter delação premiada no Ministério Público Federal a fim de reduzir sua pena, podem ser levadas a sério. Neste sentido, aliás, a própria revista reconhece que “as tratativas com o MPF não avançaram porque os procuradores avaliaram que as provas apresentadas [pelo meliante] eram insuficientes, e por isso suspenderam as negociações”.

Conforme exposto no texto, jamais estive com Arthur Soares ou com qualquer pessoa ligada a ele. Ouvi falar de suas falcatruas e do envolvimento desonesto com governos passados através da imprensa – a revista, aliás, erra ao colocar em minhas aspas o termo “empresa” no lugar de imprensa.

Veja também diz que o Governo Wilson Witzel, numa demonstração inequívoca de que busca sanear o rombo deixado pelos governos anteriores, a quem o falso delator era intimamente ligado, “conseguiu o bloqueio judicial de bens e valores de empresas e pessoas físicas envolvidas nas denúncias”.

Além disso, cabe esclarecer que a área de compras de cada secretaria de Estado é responsável por liberar seus pagamentos e suspender os contratos com seus fornecedores. Portanto, o secretário da Casa Civil e Governança não tem gerência sobre contratos de outras pastas, como foi citado erroneamente na matéria.

Não obstante, mesmo tendo tais informações, Veja preferiu creditar valor às ilações de um bandido, sem publicar qualquer prova material que as lastreie, senão, apenas, a sua própria palavra. Assim, restou-nos acionar a assessoria jurídica para reparar um texto que induz o leitor à avaliação deletéria e totalmente falsa do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

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