Brasileira foi uma das três vítimas fatais em ataque na França

Postado em - 29 de outubro de 2020 - 22:40 - Sem Comentários

O Itamaraty confirmou na noite desta quinta-feira (29/10) que uma brasileira de 40 anos foi uma das três vítimas fatais de um ataque com facas na Basílica Notre-Dame de Nice, França, ocorrido de manhã.

“O Governo brasileiro informa, com grande pesar, que uma das vítimas fatais era uma brasileira de 40 anos, mãe de três filhos, residente na França. O Presidente Jair Bolsonaro, em nome de toda a nação brasileira, apresenta suas profundas condolências aos familiares e amigos da cidadã assassinada em Nice, bem como aos das demais vítimas, e estende sua solidariedade ao povo e Governo franceses”, escreveu o órgão em nota.

“O Itamaraty, por meio do Consulado-Geral em Paris, presta assistência consular à família da cidadã brasileira vítima do ataque terrorista.”

Mais cedo, o polícia francesa havia afirmado que, no ataque classificado pelo presidente francês Emmanuel Macron como “terrorista islâmico”, uma vítima idosa foi “praticamente decapitada” e que um homem e uma mulher também tinham morrido. Todos esperavam a primeira missa do dia.

Segundo relatos, a mulher — que agora sabe-se se tratar da brasileira — conseguiu fugir para um restaurante próximo após ser esfaqueada várias vezes, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Em entrevista ao canal televisivo France Info, Brahim Jelloule, dono do restaurante, afirmou que ela morreu cerca de 1h30 depois buscar por socorro.

“Ela atravessou a rua, cheia de sangue (…) Ela ainda falava, dizia que ainda havia alguém lá (dentro da igreja)”, disse Jelloule, proprietário da pizzaria L’Unik, em frente à basílica.

Captura de imagem do Google Street View mostrando fachada de restaurante de dia, com toldo e mesas na área externa

Já o homem assassinado tinha 55 anos e teve a garganta cortada. Ele seria o responsável pela manutenção da basílica e deixa esposa e dois filhos.

Fontes da polícia francesa nomearam o suspeito como Brahim Aioussaoi, um tunisiano de 21 anos que chegou de barco à ilha italiana de Lampedusa em setembro. Ele foi colocado em quarentena de coronavírus antes de ser libertado e aconselhado a deixar a Itália. Aioussaoui chegou à França no início deste mês.

Ele foi alvejado pela polícia e está em estado grave.

O ataque em Nice ocorre quase duas semanas após a morte do professor Samuel Paty em uma escola nos arredores de Paris.

Segundo a polícia francesa, Paty foi decapitado por Abullakh Azorov, de 18 anos, por ter mostrado a seus alunos charges do profeta Maomé, figura sagrada no islamismo, como parte de uma aula sobre liberdade de expressão. Azorov foi morto a tiros pela polícia.

Em julho de 2016, Nice foi palco de outro atentado, em maior escala. Um caminhão atropelou diversas pessoas que estavam assistindo à queima de fogos em comemoração ao 14 de Julho, Dia da Bastilha, matando 86 pessoas e ferindo outras 500.

O ataque terminou após uma troca de tiros com a polícia, que matou o condutor, identificado como o tunisiano Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, de 31 anos, que morava na França.

Fonte: BBC

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