Alessandro: bandidos não se conformam com independência

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Comissão Mista da Medida Provisória (CMMPV) nº 885, de 2019, que agiliza a venda de bens apreendidos do tráfico, realiza reunião para instalação e eleição de presidente e vice-presidente. À mesa, presidente da CMMPV 885/2019, senador Alessandro Vieira (PPS-SE). Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Alessandro Vieira (Cidadania) emitiu nota, nesta terça-feira (24) sobre as informações da indicação do empresário Milton Andrade para a Superintendência da Codevasf em Sergipe. A princípio, Alessandro diz que “a independência cobra um preço e os bandidos não se conformam”.

Alessandro expõe uma história para conhecimento geral:

1. Em fevereiro, em reunião com o ministro da Casa Civil, Onyx Larenzoni, informei que não tinha interesse em indicações para cargos, mas cobrava nomes técnicos e honestos para o meu Estado. A resposta dele foi que o melhor meio de garantir seria indicar um nome. Fiz isto no tocante à Codevasf, indicando o nome de Milton Andrade para a Superintendência Regional.

2. Na mesma conversa deixei claro que a minha atuação seria de total independência.

3. Parte expressiva da bancada sergipana se mobilizou pela manutenção do superintendente em exercício, o que se prolonga até agora.

4. Recebi a visita do ministro Ramos, em meu gabinete, ocasião na qual ele ofereceu qualquer cargo federal em Sergipe, como forma de “compensação”. Informei ao ministro, então iniciando na função, que não tinha e não tenho interesse em indicação para cargos, reiterando o mesmo já dito ao ministro Onyx, em especial a posição de total independência com relação ao governo.

5. Surpreendentemente, no último final de semana, o empresário Milton Andrade foi procurado para consolidar aquela indicação de fevereiro, assumindo a citada Superintendência da Codevasf em Sergipe.

6. Ao receber tal informação, orientei Milton Andrade a rejeitar a nomeação e comunicar esse fato publicamente.

7. É evidente o objetivo de tentar desgastar aqueles que se portam com independência e persistem no combate à corrupção e à política mercantil, do toma-lá dá-cá.

8. Vamos seguir com transparência e fazendo o bom combate. Ameaças e mentiras não vão mudar o nosso caminho.

Fonte: Assessoria

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