Brasil aumenta participação em ranking de melhores universidades do mundo, mas ainda não tem nenhuma entre as 250 primeiras

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Brasília – Incluída no rodízio de abastecimento do DF, a Universidade de Brasília (UnB) está tomando medidas para reduzir o consumo de água, a instituição chegou a adiar o início das aulas no principal campus da instituição em função do racionamento (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O Brasil aumentou sua participação no ranking internacional de melhores universidades do mundo realizado anualmente pela consultoria Times Higher Education (THE), mas ainda assim não tem nenhuma instituição entre as 250 primeiras. O país é o sétimo com maior número de universidades na lista geral de 1396 unidades de ensino superior, uma evolução em relação ao ano passado quando ocupava o nono lugar.

Apesar disso, a maior parte das universidades que compõem o ranking estão no final da lista e caíram posições ou ficaram estagnadas. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela THE e incluem informações de 92 países e regiões.

A melhor instituição de ensino superior do mundo, segundo a THE, é a Universidade de Oxford, na Inglaterra, em seguida aparece o Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, e a Universidade de Cambridge, também na Inglaterra.As instituições brasileiras no rankingPaís conta com 46 instituições na lista

Para compor o ranking, a consultoria analisa questões relacionadas ao ensino, como o ambiente de aprendizagem; o volume de pesquisas e a reputação da instituição; quantidade de citações; rendimentos na indústria relacionados à transferência de conhecimento para o mercado; e internacionalização.

No total, o Brasil tem 46 instituições no ranking deste ano, 11 a mais que no ano passado. A USP é a primeira universidade brasileira a aparecer na lista, ocupando posição entre 251 e 300. A segunda brasileira é a Unicamp, que ocupa um lugar entre as 501 e 600 melhores. A Unicamp caiu posições, no ano passado a universidades estava entre as 401 e 500 primeiras. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é a terceira brasileira em melhor colocação, ficando entre 601ª e a 800ª colocação.

Em crise orçamentária, as universidades federais correspondem a seis das 11 novas instituições que entraram no ranking das melhores: Universidade Federal do Alagoas, Universidade Federal do Espírito Santo, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Universidade Federal de Ouro Preto, Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

Maior federal do país, UFRJ cai no ranking

Pelo menos cinco universidades brasileiras caíram posições no ranking: a Unicamp, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal do ABC (UFABC), a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).

A UFRJ, maior universidade federal do país, que antes integrava o grupo de instituições entre as 601ª e 800ª agora está na posição 801 a 1000. Desde 2015, a UFRJ tem passado por sucessivas crises orçamentárias. Recentemente, com o contingenciamento do governo federal, a instituição, que já foi considerada a melhor do país em rankings nacionais, anunciou um racionamento para evitar a paralisação de atividades.

Mesmo com as crises sucessivas no ensino superior, o Brasil é o país da América Latina com maior número de universidades no ranking. Nas dez primeiras colocações do ranking geral estão, majoritariamente, as universidades americanas, com apenas três instituições do Reino Unido. No total, os Estados Unidos têm o maior número de universidades classificadas, com 172.

Fonte: O Globo

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