Salles contraria dado oficial e volta a atribuir queimadas à seca

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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, voltou a atribuir ao tempo seco a intensificação nas queimadas observadas no país neste ano. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda (26), Salles disse, a exemplo do que postou no Twitter em 20 de agosto, que o aumento das queimadas ocorre porque 2019 está sendo um ano mais seco, sem chuvas, tal como, avaliou, aconteceu com 2016 e ao contrário do que ocorreu no ano passado, quando houve menos incêndios.

“Quando a gente olha o gráfico de volume de queimadas ao longo dos últimos quinze anos, a gente vê uma coincidência total. Anos secos e mais quentes, mais queimadas. Anos úmidos com mais chuva, menos queimadas”, disse.

“Dois mil e dezesseis tem um volume de queimadas muito parecido com esse que nós estamos vendo em 2019. O percentual de 2019 comparado com 2018 é porque o ano passado choveu muito, um ano mais úmido, menos queimadas, portanto, esse ano mais seco é claro que a diferença é muito maior. 2016 mais queimadas, 2017 e 2018 mais chuva portanto menos queimadas e 2019 mais queimadas”, afirmou o ministro.

A declaração de Salles, contudo, contrária nota técnica do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) publicada em agosto.

Segundo o documento, “o período seco, por si só, não explica este aumento”, até porque “a estiagem deste ano está mais branda do que aquelas observadas nos anos anteriores”. O órgão também indica que o desmatamento teria mais peso na ocorrência de incêndios florestais.

“A ocorrência de incêndios em maior número, neste ano de estiagem mais suave, indica que o desmatamento possa ser um fator de impulsionamento às chamas, hipótese testada aqui com resultado positivo: a relação entre os focos de incêndios e o desmatamento registrado do início do ano até o mês de julho mostra-se especialmente forte”, diz Ipam.

Fonte: Bahia.ba

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