Sem citar motivos, Teich diz que saída foi opção sua: ‘Vida é feita de escolhas’

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Foto: Júlio Nascimento/PR
Foto: Júlio Nascimento/PR

A despedida do médico oncologista Nelson Teich do Ministério da Saúde durou nove minutos. Em pronunciamento feito à imprensa na tarde desta sexta-feira (15), o agora ex-ministro agradeceu à equipe técnica da pasta e ao presidente Jair Bolsonaro pela oportunidade de assumir a pasta mais importante do governo federal.

“Seria muito ruim na minha carreira não ter oportunidade de atuar no ministério pelo SUS. Não aceitei o convite pelo cargo, mas porque achei que podia ajuar o Brasil e ajudar as pessoas”, declarou Teich.

médico deixa a condução da Saúde do Brasil em meio a quase 14 mil mortos pelo novo coronavírus, e 202,9 mil casos confirmados da doença. Teich é o segundo ministro a deixar a pasta em 30 dias. Em abril, Luiz Henrique Mandetta foi exonerado do ministério.

Em discurso sucinto, Teich deixou claro que foi escolha sua deixar o cargo e que deu o melhor de si no período em que assumiu a pasta. Por outro lado, reforçou a necessidade de conselhos de saúde, municípios e estados e governo federal atuarem juntos na gestão da saúde pública.

“A vida é feita de escolhas, e eu hoje escolhi sair”, afirmou.

Planejamentos prontos

O ex-ministro Nelson Teich enumerou também as iniciativas que tomou durante seu quase um mês no Ministério da Saúde. Segundo o médico, foi elaborado um plano estratégico de atuação que inclui ações referentes à Covid-19, como também ao sistema de saúde que funciona independentemente da doença.

Foi deixado pronto também um plano de trabalho para auxiliar estados e municípios para entender o que é o novo coronavírus e que pasoss devem ser seguidos.

“A gente entrega pontos que devem ser avaliados, itens críticos que precisam ser encontrados, auxiliando no entendimento do momento e da tomada de decisão”, explicou.

Além disso, Teich afirmou também que está pronto o programa de testagem, que deve ser implementado para entender a situação da Covid-19 no Brasil e sua evolução. A taxa de incidência do novo coronavírus no país, com a metodologia adotada até aqui, está em 96,6. Já a taxa de letalidade, 6,9 e de mortalidade, 6,7.

Saída de Teich

O médico Nelson Teich pediu exoneração do Ministério da Saúde na manhã desta sexta-feira (15), após reunião de 15 minutos com o presidente Jair Bolsonaro. As informações que circulam indicam que Teich foi contra a mudança de protocolo referente ao uso da cloroquina.

O presidente Jair Bolsonaro defende a ampliação da utilização da substância para pacientes de Covid-19, apesar de estudos científicos não garantirem a eficácia do medicamento. O chefe do Executivo também trava embate contra as medidas de distanciamento social recomendadas pelas autoridades sanitárias para controlar a disseminação do novo coronavírus. O isolamento foi uma medida defendida por Teich.

No início da semana, Bolsonaro publicou decreto ampliando a lista de atividades essenciais para o período de pandemia, sem que o ministro da Saúde fosse informado da alteração. O episódio causou constrangimento público para o então ministro, que deixou a pasta dias depois.

Fonte: Bahia.ba

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